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Embraer espera encomendas mais fortes neste ano

Cingapura - A fabricante de aviões brasileira Embraer espera que as encomendas de jatos comerciais sejam mais fortes neste ano, em comparação com o ano passado, como afirmou o vice-presidente executivo da empresa, Mauro Kern. No entanto, a Embraer não acredita que a produção e as entregas ganharão força, já que a indústria aérea ainda precisa se recuperar completamente do impacto da crise econômica global.

"Para a Embraer, 2009 foi um ano de menos entregas em comparação com 2008. Em 2010, nós não prevemos um nível crescente de produção e entregas, mas estamos antecipando um número melhor de encomendas", disse Kern. O executivo, que está em Cingapura para participar o Singapore Airshow, afirmou que em 2009 a Embraer recebeu encomendas para cerca de 30 aviões comerciais.

A fabricante de aviões prevê demanda para seus jatos na América Latina, no Oriente Médio, na Ásia Europa e na China. "Nós vemos que há demanda para E190 e E195 na China, porque a indústria de transporte aéreo de lá está se desenvolvendo", afirmou Kern. "Em termos dos cancelamentos e adiamentos no mercado que nós vimos (no ano passado), não esperamos ver o mesmo em 2010", disse Kern, acrescentando que a companhia está recebendo um número crescente de consultas sobre encomendas das empresas aéreas.

O executivo afirmou que a Embraer tinha uma reserva de 265 aviões no fim de 2009, que serão entregues durante quatro ou cinco anos. Segundo Kern, a Embraer vê grande potencial para o mercado brasileiro, conforme as companhias aéreas desenvolvem novas rotas e destinos. "As empresas aéreas agora estão querendo se dedicar a mercados que estavam mal servidos no Brasil", disse.

Kern também afirmou que o pior da crise para a indústria aérea parece ter passado, mas a recuperação do setor deverá ser "muito lenta". "Eu não vejo o mercado se recuperando completamente neste ano", declarou. O executivo alertou que a possibilidade de outra desaceleração econômica e a atual volatilidade nos preços do petróleo ainda impõem um risco negativo para a indústria aérea. As informações são da Dow Jones.