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Aliansce aumenta oferta da TAM

SÃO PAULO - Além da oferta da incorporadora InPar, que abriu reserva hoje, a semana também traz a possibilidade para o pequeno investidor tomar parte nas distribuições da Aliansce, Multiplus e PDG Realty. Ao todo, as operações podem movimentar mais de R$ 4,47 bilhões. A terça-feira marca o encerramento do período de reserva para as ações da Aliansce Shopping Centers, que faz a primeira oferta pública inicial (IPO na sigla em inglês) de 2010.

O valor mínimo de investimento é de R$ 3 mil e com os recursos levantados junto ao mercado, a empresa investirá na aquisição de participação, expansão e desenvolvimento de shopping centers. A distribuição inicial compreende a venda de 65 milhões de ações ordinárias, sendo 50 milhões de novas ações e 15 milhões de papéis do fundo GBP I, gerido pela Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e do diretor-presidente e presidente do Conselho de Administração, Renato Rique.

A faixa estimativa de preço vai de R$ 10 a R$ 13, lembrando sempre que o preço pode ser fixado fora desse range. Considerando o teto da faixa, a oferta movimentará R$ 845 milhões, cifra que pode chegar a R$ 1,14 bilhão caso exercidos integralmente os lotes suplementar e adicional. Ainda de acordo com o cronograma estimado, o preço por ação será definido dia 27 e os papéis chegam ao Novo Mercado da Bovespa no dia 29, sob o código ALSC3. Vale lembrar que a empresa já tinha tentado ingressar Bovespa em 2007, mas condições adversas de mercado levaram ao atraso da operação.

A terça-feira também marca o começo do período de reserva para as ofertas da Multiplus e PDG Realty. Nos dois casos, a intenção de investimento pode ser comunicada até o dia 3 de fevereiro, e os papéis passam a ser negociados na sexta-feira, dia 5 de fevereiro. A Multiplus também é estreante na Bovespa. A subsidiária da TAM é responsável por uma rede de fidelização de clientes e pelos programas de milhagem da companhia aérea. Com a venda de ações ON a empresa pode levantar mais de R$ 1,2 bilhão, que serão utilizados na compra antecipada de passagens-prêmio da TAM. As pessoas físicas poderão tomar parte na oferta com investimento mínimo de R$ 3 mil. A distribuição inicial compreende a venda de 39,34 milhões de novas ações ordinárias. A depender da demanda, a emissão poderá ser acrescida de lote suplementar e adicional. O preço estimado está entre R$ 18 a R$ 24 por papel. Assim, a empresa poderia captar de R$ 955 milhões a R$ 1,27 bilhão, já considerando o exercício integral dos lotes extras.

A principal fonte de receita da Multiplus é a emissão de pontos de programas de fidelidade para parceiros comerciais como a TAM. Esses pontos podem ser trocados por prêmios, que vão desde passagens aéreas a produtos desses parceiros (eletroeletrônicos, livros ou aluguéis de veículos). Já o principal custo operacional da empresa é a compra de passagens. A Multiplus menciona, ainda, que parte de sua receita depende do percentual de pontos de fidelidade que vencem sem ser resgatados. Atualmente este índice está em 27%. Segundo o prospecto, em setembro de 2009, a rede do Programa TAM Fidelidade tinha 100 parceiros comerciais no Brasil e 6,3 milhões de participantes.

Já a incorporadora imobiliária e de private equity PDG Realty realiza sua quarta oferta de ações na Bovespa. Dessa vez a venda é secundária, ou seja, todo o dinheiro obtido junto ao mercado vai para o bolso dos acionistas do Fundo de Investimento em Participações (FIP) PDG I, que venderá 97.084.946 ações ordinárias de sua titularidade. O varejo também foi convidado a participar, com investimento mínimo de R$ 3 mil. Considerando o valor do papel da PDG no pregão de sexta-feira na Bovespa, no valor de R$ 15,40, a distribuição somará R$ 1,49 bilhão. Caso seja exercido integralmente o lote suplementar de 15%, a soma vai a R$ 1,7 bilhão, e o FIP FDG I se desfaz de toda a participação de 28,64% que detém na companhia.

Os atuais acionistas do fundo FIC PCP, que tem como cotistas um grupo de ex-sócios do Banco Pactual, terão prioridade na compra das ações até o limite equivalente à proporção detida indiretamente hoje no capital da companhia. Caso esses acionistas exerçam por completo seu direito de prioridade, a totalidade das ações pode ser destinada apenas à oferta prioritária. O fundo vendedor, que é gerido por Gilberto Sayão, está em fase de desinvestimento, após a recente venda do UBS Pactual para a BTG, comandada por Andre Esteves, ex-sócio de Sayão no Pactual. Os acionistas da gestora Vinci Partners (criada por Sayão e que também reúne ex-sócios do Pactual cotistas do FIP) devem comprar um mínimo de 10% das ações na oferta.

(Eduardo Campos | Valor)